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THE QUARENTINE IN TWELVE PICTURES

Tempo. Conceito estranho este. Vivemos um tempo em que o tempo deixou de fazer sentido. O perigo eminente que se avizinha e que paira no exterior prende-nos em casa. Não como uma prisão, mas como uma prisão protetora. Este recolher (obrigatório) é a primeira força de combate ao vírus. Não sair. Ficar em casa. Não socializar. Nunca as comunicações digitais assumiram tanta importância como nos dias de hoje. Tornaram-se essências no prosseguir com as nossas vidas.
Tudo está em constante transformação. O que ontem não era importante é hoje um bem essencial. O que hoje é essencial tornar-se-á amanhã dispensável. Tudo está em permanente evolução, no ciclo sagrado da vida. É neste sentido que o que é verdadeiramente importante é o que estamos a viver hoje, não o que vivemos ou pretendemos ou gostaríamos de viver. O momento de agora é fundamental. Não para que o amanhã se configure mais desejável mas para que consigamos suportar o momento de hoje.
Ser consciente Hoje. Esta é a chave essencial do amanhã.

Pior que não viver é ter medo de viver.
Tudo o que somos, é apenas uma realidade transitória. Quando isso não é compreendido, surge o apego e, com isso, o medo da perda. É um dos medos mais fortes porque se torna um círculo vicioso. Quanto mais apego, mais medo; e quanto mais medo, mais apego. Deixar fluir e aceitar que tudo é transitório nos torna menos temerosos. (Budismo) .
O medo de viver a realidade. Vivemos realidades inventadas ou imaginadas porque não conseguimos aguentar a realidade e especialmente a sua mutabilidade. Na realidade nada é permanente. Por isso temos medo dela. Por isso preferimos viver no passado, de acordo com experiências já realizadas e que nos foram transmitidas pelas gerações passadas.
Todo medo é mental. É uma construção da mente. Fabricada pelos nossos apegos. Só aceitando a mutabilidade da realidade  e vivendo-a no presente, conseguiremos ultrapassar o medo.
O medo desaparecerá quando encararmos a vida com confiança, vivendo alegremente na mutabilidade da presença presente. Esta consciência é a luz que ilumina a vida. A luz que erradica todos os medos.


 

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