_JOSÉ VIEIRA - OPUS VITALIS

Nasceu na Guarda em 1962, mudando-se para Coimbra - onde reside atualmente -, em 1987. Frequentou um curso de pintura entre 87-92, tendo concluido um mestrado em Comunicação Estética em 2008.
A partir de 95 interessou-se pelas artes digitais culminando numa especialização em 2008 com a tese "Autoria na Arte Digital".
Em 2008 começa a interessar-se pela videoarte e pela atividade de comissariado / produtor artistico no seio de varias associações, que desenvolveria até 2018.

Inicia o seu percurso artístico com uma busca formal na linha de Matisse e Miró que culminaria numa pintura monocromática algo performativa e concetual que desenvolveria entre 87 e 95.
Em 1995 surge o interesse pelas artes digitais que levariam ao abandono da pintura e a um crescente interesse pela instalação e mais tarde pela video arte.
É no meio desta nova configuração que irá surgir uma nova fase criativa, centrada na fotografia e no video, com
a criação de personagens simbólicos da evolução das suas preocupações estéticas e filosóficas.
O primeiro personagem "Unknown Artist" reflete a sua visão sobre o sistema artístico, criticando-o duramente, levando-o a negar a própria arte e o seu sistema intrínseco.
Através de um "enterro simbólico", Vieira desprende-se deste personagem e inicia uma nova busca, desta vez centrada no misticismo e na alquimia.
Mas esta visão "idealista" é subitamente atravessada pelo ardor da vida, simbolisada através de um segundo personagem que vem dualisar Rompeschiena: Mister Du.
A ação de Mister Du sobre Rompeschiena humaniza o personagem e eleva a sua ação a uma escala cósmica incomportável pela dicotomia dos personagens anteriores.
É assim que surge Alnirus, uma versão cósmica da união dos dois personagens anteriores, numa união entre o corpo e a consciência humana.

"Vegetable Adam", Opus Vitalis, 2019