NO RASTO DE HIRSCHHORN

HOMMAGE TO THE UNKNOWN ARTIST

Altar é local de culto. De homenagem.
De credo. De veneração.
Purificação. Reabilitação. Iniciação.
Local onde memórias se revivem em ausência.
O Artista é desconhecido. Os olhos ocultos.
O passado cego em brancas memórias.
Os olhares vazios ávidos de preenchimento.
Estranhos...

Auto-altar branco de artista desconhecido.

Uma caixa de memórias para partilhar. A oferta de um passado, de uma identidade. A caixa está fechada. No interior várias velas e flores. Retiramos cuidadosamente as nove velas e as oito flores. Por baixo, deparamos com várias fotografias, numeradas no verso de um a seis. Vêm acompanhadas com um folheto: "manual de instru-
ções". Percebemos que as várias fotografias formam um puzzle: dispondo as fotografias na ordem indicada obtemos uma imagem. Em torno dessa imagem devemos dispor as velas e as flores, de acordo com as instruções. Acendemos finalmente as velas. Em culto, veneração daquela imagem que nos foi oferecida. Aquelas memórias vividas pelo artista desconhecido. Desconhecido porque o seu olhar se nos oferece branco. Portanto potencial de todos os olhares possíveis. Portanto susceptíveis de imaginação, de conside-
ração.


AUTO SELF ALTAR

Site Specific Installation
120 x 90 x 200cm, metal, madeira, plástico, cartão, velas, flores e fotografias
NO RASTO DE HIRSCHHORN
Fundação Bissaya Barreto, Coimbra
10 - 24 Março 2006






Auto Self Altar Installation
, 2006
expos